terça-feira, 3 de agosto de 2010

Religião, Raiz do Mal

ESCOLHA SEU LUTADOR E SAIA NO TAPA, SEU BURRO.


Poucas coisas me espantam. Mas a ignorância humana ainda me dá esse (des)prazer.
Tenho que voltar a bater na mesma tecla: religião. Êita coisinha feita para atrasar a gente. A gente vírgula, porque eu não caio mais nessa. Estou falando isso por causa de uma conversa em que duas evangélicas comentaram que pararam de falar com uma terceira pessoa porque a dita cuja não pertence à mesma religião que elas. Não vou transcrever a conversa, porque, apesar de ser de cunho simplório, acho feia, não pela conteúdo, mas pela forma. Vá lá, o conteúdo também me dá calafrios.
Mais uma vez a prova de que a religião desagrega ao invés de unir. Não se trata mais de crença, mas de bairrismo, fenômeno parecido com torcidas de futebol. Estou vendo quando facções religiosas vão se pegar de pau nas ruas da cidade. Lembro do pastor evangélico que chutou uma santa católica. O.K., também não acredito em santas, santos ou coisa do gênero. SE eu acreditasse na Bíblia, isso ficaria bem claro para mim, pois se trata do segundo mandamento. A título de curiosidade, vou anexá-lo aqui: "Não farás imagem esculpida , nem semelhança alguma do que há em cima nos ceús, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra." Mas nem por isso se deve chutar objeto de devoção de ninguém. Sou Flamengo, mas não cago em cima da bandeira do Vasco. Eu respeito.
A história mostra que a Idade Média (historiadores, estou usando esse termo a título de ilustração, vocês não precisam me corrigir, certo?) foi um tempo de forte impacto religioso na vida das pessoas, onde o homem parou de pensar e viveu sobre os dogmas de uma crença. Pensadores eram mortos por discordar da Santa Madre Igreja. Crianças foram mortas em cruzadas, porque os contigentes adultos já eram escassos. Tudo movido por dinheiro e poder. As religiões sempre estão atrás dele, e é o que acontece hoje. Vocês acham que aqueles pastores que ficam de madrugada pregando estão fazendo isso de graça? Nã-nã-ni-nã-não. E que padres vivem só com a roupa do corpo? Tá de brincadeira? É poder. Sempre poder.
Não gosto de falar de mim, mas eu tento tratar todos igualmente, sejam brancos, petros, judeus, mulheres, crianças ou homossexuais. Porque eu não acredito em um Deus que seja seletivo, em qualquer sentido. E se for, tanto faz. Isso não vai me fazer mudar o que sou ou a minha visão das coisas. Muita gente põe a mão na Bíblia e diz: "Esse é o meu guia." São o cúmulo da nojeira, são aquelas que gostam de apontar o dedo. Aconselho a lerem a ilustração do Bom Samaritano. Ou a do farizeu que reza em voz alta para chamar a atenção. Ou, simplismente, ler o principal mandamento que Jesus deu: amar ao próximo como a si mesmo. É tão difícil assim de seguir esse exemplo? Se puder dar um conselho a todos, ele é: afastem-se da religião. Ela é nociva e destrutiva.
Hoje eu estou com o saco estourado. Poucas coisas me deixam assim, e uma delas é a burrice humana. Digo, a religião.

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